A chave para um diferencial competitivo está na cultura organizacional

11:38 AM
Como campo de batalhas, o ambiente competitivo esta cada dia mais exigente, globalizado e dinâmico, impondo as organizações, objetivos estratégicos claros e bem definidos, alterando seu status quo, em direção da evolução ou extinção do mundo corporativo.

A cultura organizacional, até pouco tempo, como outros conceitos, exemplo: branding, era vista pelos gestores como elementos intangíveis, que dificilmente impulsionariam resultados estratégicos diretos, como lucratividade. Porém, com o aprofundamento e clarificação do tema, o conceito de cultura organizacional, integrado a clima organizacional e gestão estratégica de pessoas, tornou-se variável interna fundamental para o alcance de objetivos estratégicos tangíveis, criando diferenciais competitivos, potencializando e maximizando resultados contábeis e financeiros.

Partindo da premissa, de cultura social, podemos definir que todas as empresas possuem cultura, seja ela depreciativa, como uma cultura fraca, que invoca comportamentos contra produtivos ou cultura forte, que estabelece através de suas subculturas e tipologias comportamentos positivos e adequados a determinadas imposições sócio culturais e organizacionais.


A cultura organizacional positiva, e estrategicamente gerenciada, além de gerar resultados tangíveis, aufere as empresas, o engajamento dos seus integrantes, atrai e retém talentos, expulsa pessoas com comportamento contra produtivos, fortalece e valoriza a marca, com iniciativas como a do Great Place to Work, organização que avalia e classifica as melhoras empresas para se trabalhar, utilizando a cultura e o clima organizacional como um dos principais fatores a serem avaliados, por ser fonte geradora de ambientes positivos, conscientes, dinâmicos, sustentáveis e lucrativos.



GESTÃO  DA CULTURA ORGANIZACIONAL


A Cultura Organizacional é uma variável de integração interna, que está no DNA das organizações, influenciando diretamente seu modus operandi, com um conjunto de normas, valores e atitudes, podendo ser definido como padrão comportamental, disseminado e compartilhado através de seus fundadores, proprietários, executivos e lideranças.
Nesse sentido, e como tipologia de processo estratégico, o fenômeno cultural, promove, entre seu capital intelectual, maior alinhamento e aderência às convicções e visões de seus líderes, criando comprometimento, harmonia e sinergia, da mesma forma que, maximiza resultados, gerando eficiência econômica e desenvolvimento criativo, tangibilizando a variável interna, com o alcance de objetivos estratégicos. A cultura organizacional é o reflexo da postura dos seus líderes, não devendo ser tratada como panacéia, para as variáveis negligenciadas, e sim como conditio sine qua non, na busca permanente pela excelência.
Portanto, a construção de novos paradigmas e o gerenciamento e avaliação cíclica do modelo de cultura organizacional nas empresas, tornam-se, fundamental para o processo de evolução e permanência destas organizações em ambientes, cada dia mais hostis, do ponto de vista competitivo, e mutáveis do ponto de vista evolutivo.


GESTÃO DE CLIMA ORGANIZACIONAL


O fenômeno temporal, clima organizacional, que pode ser caracterizado como a atmosfera psicológica do status quo das organizações, de fato, exerce impacto em sua performance, na medida em que, influencia de forma direta, positivamente ou negativamente seu capital intelectual. As pessoas estão no âmago das empresas, e por meio de suas aspirações, promovem o desenvolvimento e concretização de objetivos estratégicos, fundamentais para permanência e evolução de empreendimentos empresariais em ambientes competitivos e globalizados.

Na visão de Boog e Boog (2013), a gestão do clima organizacional não é uma tarefa isolada de uma área ou departamento, tampouco é uma tarefa isolada da área de gestão de pessoas/RH. Não compete exclusivamente à direção nem mesmo apenas à presidência. Trata-se de um comportamento desejável para todas as pessoas em posição de gestão. Desta forma, o fenômeno clima organizacional, através da visão sistêmica gerencial, torna-se elemento estratégico, adicionando ao ambiente interno das empresas, relações interpessoais saudáveis, consequentemente, resultando em maior envolvimento e engajamento, variáveis internas imprescindíveis para o atingimento de diferencial competitivo, alinhamento executivo, market share e resiliência em cenários de retração econômica.

Neste sentido, é possível expressar o clima organizacional favorável ou desfavorável, através de representações sentimentais, acerca do comportamento das pessoas no ambiente de desenvolvimento produtivo que elas estão inseridas, estando tenuemente relacionada ao seu sentimento de segurança, satisfação pessoal, motivação para cumprimento de suas atribuições, afetando sua visão de si, como integrante de equipe e parte importante de algo maior. Ambientes organizacionais com clima desfavorável, predomina-se a desmotivação, altos índices de turnover, absenteísmo, conflitos, baixo comprometimento com objetivos centrais e estratégicos, e ausência de transparência na gestão.

Podemos afirmar, através das análises, que a cultura organizacional não é algo que vê, e sim que sente, podendo ser transformada a partir de práticas diárias no comportamento dos envolvidos, diligência e determinação, estando alinhadas a estudos e avaliações mercadológicas, direcionando as organizações a alvos cirurgicamente definidos. Como exemplo, podemos analisar o Facebook, grande empresa do segmento tecnológico, originária do conceito de startup, que como outras empresas deste perfil, proporcionam ao seu capital intelectual, ambiente de trabalho sem paredes, semeando a igualdade, lavadoras de roupas no escritório, alimentos diversificados, horários flexíveis, comunicação aberta, atmosfera altamente competitiva, estimulando o crescimento pessoal e produtivo.

Por fim, a implementação da cultura organizacional alicerça nas organizações os mais variados objetivos estratégicos e diferenciais competitivos, colaborando com a busca eterna e incessante pelo crescimento, consolidação e sobrevivência no mercado.

Autor: Rafael Telch Flores - Analista Comercial - Delta Cable 

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