Sua empresa está fazendo o mínimo que pode em Sustentabilidade?

10:36 AM
           A SUSTABILIDADE ESTÁ DIRETAMENTE RELACIONADA AOS NEGÓCIOS, TRAZENDO CONCLUSIVAMENTE AMEAÇAS E OPORTUNIDADES PARA O AMBIENTE EMPRESARIAL. MAS, PRIMEIRAMENTE, O QUE É SUSTENTABILIDADE?


         Para começarmos a entender do tema que tem sido destaque nas últimas décadas, entendamos o que de fato é a sustentabilidade; quais são os limites físicos existentes no mundo? Em 1987, uma comissão da ONU, chegou à definição mais conhecida do tema:

“O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades.” (Fonte: Relatório Bruntland)




     Em outras palavras, o desenvolvimento sustentável propõe a justiça ente gerações, ou seja, delega a responsabilidade de guardiã à geração atual, preservando os patrimônios (tangíveis ou não) para os que mais tarde utilizarão.


Você, como parte de uma organização, é o primeiro interessado em conhecer a essência do entendimento da sustentabilidade aplicada aos negócios, a RSE, Responsabilidade Social Empresarial, é uma forma de gestão que possui duas importantes características. A primeira consiste na construção de um relacionamento ético e transparente entre seus stakeholders, ou seja, interessados e afetados pelas decisões da empresa; enquanto a segunda refere-se ao estabelecimento de metas empresariais que contribuam para o desenvolvimento sustentável.





        Outro fato interessante de sabermos diz respeito a um estudo feito nas Nações Unidas, este argui sobre como o crescimento econômico mundial atual é obtido em virtude do intenso uso de recursos naturais e, consequentemente, tem contribuído para a queda exponencial da qualidade de vida; ou seja, levantamos aqui uma questão: Como mudar esta equação? Mantendo o crescimento obtido com qualidade de vida crescente para toda a população, mas que, por outro lado, decresça a utilização de recursos internos?


A chave da mudança deste cenário está fortemente ligada a dois fatores intrínsecos a realidade das organizações. O primeiro deles é a chamada inovação tecnológica, afinal inovando consegue-se encontrar recursos substitutos, eliminando os desperdícios (vulgo maior vilão do alto custo de produção das empresas); ou seja, busquemos maneiras mais eficientes de atender as necessidades humanas, otimizando a qualidade de recursos durante a produção, a utilização e o pós-consumo. 

Sequente a isso, e igualmente importante, temos outro fator chave, a mudança de modelo de negócios e consumo: A empresa deverá educar seus consumidores para que estes busquem incluir estas questões em sua decisão de compra. Outras empresas já exploram novos modelos de negócio, mudando suas atividades; tal como fez a empresa PTC, líder no segmento de soluções para o gerenciamento do ciclo de vida do produto (PLM), que em 2014, durante o Technology Day apostou em novas soluções para um nicho pouco explorado pelas concorrentes: a Internet das Coisas em paralelo com a queridinha dos negócios contemporâneos, A SERVITIZAÇÃO. 

Buscando contemplar mudanças na produção, nos modelos de negócio-consumo a solução começa a se desenhar; o desenvolvimento traz aumento de produção sem aumentar a pressão sobre os recursos naturais e aumentando a qualidade de vida da população – não seria o trade off dos sonhos? –.


APROXIMAÇÃO DAS EMPRESAS AOS PRINCÍPIOS DA SUSTENTABILIDADE – CONTEXTO


Em virtude do pós-revolução industrial, de acidentes ambientais marcantes, a sustentabilidade foi ganhando espaço no mundo como um todo. Alguns tópicos cruciais da aproximação de qualquer empresa para com estes princípios são os seguintes:

A LEGALIDADE DA PRODUÇÃO: Ao estabelecer interesse na causa, as empresas acabam desfrutando dos conhecimentos e das inovações desenvolvidas no ramo ao longo do tempo, além é claro de gozarem de maior credibilidade e serem ciclicamente incentivadas a melhoria de suas operações.

REALIZAÇÃO DE ENCONTROS E FORMALIZAÇÕES: A melhoria contínua e a busca pela integração da sustentabilidade ao planejamento de políticas (Grandes encontros como Estocolmo 1972, RIO 1992, A Rio + 20 tornam visível a urgência da mudança);

CONSUMIDOR CONSCIENTE: Exigências sociais e ambientais vêm se tornando gradativamente mais relevantes;

ATUAÇÃO EMPRESARIAL: Existem diversos estágios para se operar a aproximação dos princípios da sustentabilidade, cada funcionário pode atuar em alguma destas seguintes etapas da inserção sustentável: Defensivo; Compliance (de obediência), Gerencial, Estratégico; de liderança Social.


      
       Para buscar a eco eficiência é vital que a empresa ofereça produtos ou serviços com maior valor agregado, que posteriormente irão gerar menos impactos para o meio ambiente – resíduos durante o processo ou consumo de determinadas matérias primas e energias –. 

 As empresas podem e devem contribuir para os âmbitos externos e internos da sua organização; no interno, adotando medidas que neutralizam os aspectos mais relevantes que dificultem o progresso profissional (permitir conciliação pessoal-profissional, criar ambiente receptivo às mulheres, criar programas de mentoring e networking); no externo cabem maneiras de contribuir para a fixação da igualdade de gêneros na sociedade (fornecedoras, ações voltadas a comunidade e/ou ao ativismo). 

O levantamento já existente das ações ligadas à sustentabilidade de uma empresa é um bom ponto de partida tanto para a valorização das pessoas como para tornar visível a acessibilidade do tema; entretanto, essas ações prévias, em geral, consistem em ações muito restritas a poucas áreas da empresa, com baixa relevância estratégica ao negócio; a ideia é tornar o desenvolvimento e o alcance das informações e a aplicação deste multidisciplinar.

A análise do impacto de dentro para fora e de fora para dentro da empresa para com a sociedade possibilita a visualização das ameaças e oportunidades existentes. A empresa deverá escolher as áreas que geram maior valor compartilhado, ou seja, benefício mútuo à sociedade e suas atividades! Esperamos que você se inspire nos exemplos e temas abordados neste pequeno estudo e crie suas próprias conclusões, tornando sua organização mais sustentável. 

Convide outras empresas, ONGs ou órgãos do governo para participar dessas soluções, certamente você vai se surpreender com os excelentes resultados no seu negócio, na sua comunidade e no nosso meio ambiente!

Autora da matéria: Julia Carnieri (Fiscal - Delta Cable)

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